Curso
de Inglês – Básico
Como
uma ponte de acesso ao domínio
de um novo idioma, este curso buscará propiciar
aos participantes conhecimentos básicos da língua
Inglesa em um grupo de leitura e conversação.
Os estudantes terão ao longo de três meses,
30 horas de curso. O curso funcionará com um
grupo de estudantes que farão avaliações
periódicas que permitirão uma verificação
constante do aprendizado ao longo do curso. Ao final
deste estágio (módulo I) os alunos dominarão
um vocabulário básico de no mínimo
400 palavras e poderão estabelecer contatos
e conversações em nível básico.
Custo dos Materiais (CD com músicas e material
de aprendizado): R$ 55,00
Inscrições:
Ligue para 4158-3199 e fale com Elaine Cristina das
14:30 às 18:00 h.
O
curso é gratuito
e é dirigido à Comunidade Hoyler
Projeto
Alfabetização
Solidária

Desde
agosto de 1998, a Faculdade Hoyler de Pedagogia de
vargem Grande Paulista tem participado
e colaborado junto ao governo federal, ao MEC e aos
coordenadores do Programa da Alfabetização
Solidária na busca e tentativa de diminuir o
analfabetismo em nosso país. Este é um
programa coordenado pelo braço educacional do
Comunidade Solidária.
No primeiro ano de atuação (agosto de 1998 a junho de
1999), a Faculdade atuou em dois municípios: Malta e São
José de Espinharas, no estado da Paraíba.
Através das visitas periódicas da direção
e dos professores da Faculdade aos municípios foi possível
estabelecer metas para que a ação fosse mais efetiva.
Todas as iniciativas em todas as áreas foram submetidas a avaliações
constantes, principalmente em relação ao aproveitamento
dos alunos nos cursos. Esses diagnósticos forneceram dados sobre
o pro¬cesso de alfabetização e serviram de matéria-prima
para reflexões, bem como ofereceram o perfil dos nossos alunos.
Na última análise do próprio programa, que tomou
como base o segundo módulo do qual a faculdade participou, realizado
entre janeiro e junho de 1999, foram contemplados 530 municípios
(em todo o Brasil). O trabalho revelou, entre dezenas de outras in¬formações,
que 72,1% dos estudantes dos cursos são provenientes de zonas
rurais, ante 27,9% das zonas urbanas. A maioria dos alunos concentrou-¬se
na faixa etária entre 20 e 29 anos e 30 e 39 anos. Problemas
de visão representaram a terceira principal causa de evasão
(15,1%) - a primeira foi a saída em busca de emprego (17,7%)
e a segunda, questões envolvendo o trabalho (16,9%).
A partir de julho de 1999 foram agregados mais dois municípios
para a atuação da Faculdade de Pedagogia Hoyler: São
Domingos de Pombal e Cajazeirinhas –ambos na Paraíba.
Como parte integrante do Programa, as universidades parceiras do Alfabetização
Solidária também são responsáveis pela
capacitação dos alfabetizadores, o que representa uma
inovação e um grande desafio. Isso porque a Faculdade
Hoyler escolheu os alfabetizadores entre os moradores das comunidades
nas cidades em que os cursos são ministrados, considerando aspectos
como escolaridade, disponibilidade, performance em uma prova qualificatória
e experiência anterior com educação. Estes alfabetizadores,
em última análise, não desempenham apenas o papel
de professores para as turmas de alunos. Eles são verdadeiros
agentes de transformação das comunidades. A facilidade
de relacionamento com os outros moradores da região também
termina ser¬vindo como forma de cobrança de assiduidade.
Se o aluno falta, muitas vezes o alfabetizador bate na porta do estudante
no dia seguinte querendo saber o que aconteceu.
Esses alfabetizadores, em sua maioria provenientes de zonas rurais
dos municípios citados e na faixa etária de 20 a 24 anos,
eram submetidos a, em média, um período de um mês
de formação intensiva em São Paulo. Ficam sob
os cuidados da equipe da Faculdade Hoyler de Pedagogia. No processo
de capacitação são trabalhados os fundamentos
da alfabetização, as estratégias de ensino, as
questões de interrelacionamento humano e ainda o contexto social
em que vivem alfabetizadores e alfabetizandos.
Durante a etapa de formação os alfabetizadores tinham
a oportunidade de conhecer culturalmente São Paulo. Eles visitavam
Museus (MASP, MAM e Ipiranga), centros históricos (Ipiranga,
Sé, São Bento, pátio do Colégio), centros
culturais (IAE, USP, Memorial da América Latina) e centros de
interesse (ZOO de SP, Butantã, parque do Ibirapuera), além
de conhecer lugares tradicionais desta megalópole. Este intercâmbio
cultural propicia também grande oportunidade de aprendizado
para todos. A proposta de ação da Faculdade era muito
objetiva: os métodos e as estratégias têm de estar
ligados ao contexto em que se vive.
E o raciocínio por trás dessa proposta metodológica
contextualizada é bastante simples. Componentes do cotidiano
devem e são utilizados no processo ensino-aprendizagem. Nesse
caso, eles servirá de base para o aprendizado e to¬das as
palavras-chave de seu processo serão exploradas na lousa. Em
resumo, a vida transforma-se em método e vice-versa. A mesma
coisa se dá em relação à Matemática:
sabemos que jovens e adultos sem nenhuma escolaridade ou pouco escolarizados
possuem conhecimentos matemáticos construídos no decorrer
do dia-a-dia, muitas vezes ignorados na educação escolar.
Freqüentemente, eles realizam cálculos mentais a partir
de situações do cotidiano, sem a representação
formal. Os alfabetizadores buscam, então potencializar esse
conhecimento adquirido.
A tarefa de perseguir soluções para os mais diversos
problemas da comunidade também marcou a atuação
da Faculdade Hoyler no Programa da Alfabetização Solidária
nessa jornada de dois anos e meio. Como mais um prolongamento das atividades
executadas, a Faculdade doou, às vezes em parceria com as prefeituras
e às vezes por conta própria, óculos para os alunos
com dificuldades visuais. Trata-se, nesse caso, de prestar um serviço
essencial aos alunos de baixa renda nas áreas onde atuamos.
Nossa atuação tem mobilizado também as prefeituras
a agirem em benefício de seus concidadãos, pois em primeiro
lugar, o analfabetismo nunca é um fator isolado. Sua incidência
sempre está associada a uma série de problemas e, portanto,
a indicadores sociais igualmente difíceis.
Outro item relevante que deve ser destacado é a posição
geográfica de muitas das salas de aulas dos municípios
atendi¬dos. Em alguns casos, eles se encontram a cerca de duas
ou mais horas de carro do centro dos municípios. Isto demanda
tempo e disponibilidade, não só dos alfabetizadores,
como também dos professores da Faculdade quando vão visitar
estes alunos do Programa.
A Faculdade tem também participado dos Congressos do Programa
da Alfabetização Solidária. Estes encontros refletem
sobre a problemática do analfabetismo em nosso País.
As colocações de diferentes professores, das mais diversas
universidades brasileiras que participam do evento, sempre são
enriquecedores do ponto de vista de motivar e ampliar a ação
para as soluções do problema. Também nestes congressos
normalmente ficam evidenciadas as mais variadas posições
sobre como resolver a questão do analfabetismo no Brasil.
Nesse sentido, participar do Programa Alfabetização Solidária
tem se constituído numa grande oportunidade para a Faculdade
Hoyler exercitar a sua função primordial: melhorar a
educação em nosso país. De igual modo constitui
mais uma oportunidade para nós promovermos reflexões
a respeito de diversas concepções teórico-metodolológicas
sobre a educação de jovens e adultos, construídas
em nossas experiências acadêmicas.
Elas foram confrontadas com uma realidade muito dura: a das pessoas
que não tiveram uma real oportunidade de aprenderem no momento
adequado. Trata-se de uma tarefa árdua e complexa, que implica
o debruçar-se sobre o real e vivenciar as dificuldades juntamente
com os alunos e alfabetizadores. Hoje a forma do Programa mudou bastante
e os Cursos de Capacitação ocorrem nos municípios
alvos do programa. Atualmente estamos atuando em Cajazeirinhas, Congo,
Ouro Velho, São José de Espinharas, Monteiro, São
Mamede, Quixaba e São Bentinho, todas as cidades na Paraíba.
Trata-se, sobretudo, de participar da busca
de soluções
para problemas que constituem uma dívida social a ser saldada.
Temos consciência de que o desafio para o futuro é a manutenção
da continuidade dos esforços educacionais do Programa, para
que os alunos permaneçam num processo de educação
continuada e tenham oportunidade de buscar níveis mais elaborados
de conhecimento e participação, em direção à melhoria
de sua qualidade de vida. Importa, especificamente, motivar os municípios
para que eles possam criar núcleos de educação
de jovens e adultos e, através deles, trabalhar as relações
entre o mundo da educação, o mundo do trabalho e a existência
plena do indivíduo.
Observação:
Há um
artigo da professora Ana Lenotti intitulado “Jogo
e letramento: uma experiência sociopsicodramática
significativa com educadores da Paraíba”,
escrito especificamente para o Programa Alfabetização
Solidária e divulgado no site www.cereja.org.br
- Biblioteca – artigos. Está lá há um
ano e ficará por mais um ano. Pode ser um
referencial para a página que fala sobre o
Programa Alfabetização Solidária
desenvolvido pelo campus VGP, no qual atuam docentes
e alunos dos cursos de Pedagogia e Letras.